A diversidade dos documentos audioisuais
- ICR Pachamama
- há 15 minutos
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Os documentos audiovisuais se caracterizam por conter sons e/ou imagens em movimento armazenados em diferentes tipos de suporte. Ao contrário dos documentos escritos ou fotográficos, esses registros exigem dispositivos específicos para serem acessados e compreendidos. Por exemplo, para ouvir um disco de vinil, é necessário um toca-discos adequado para sua leitura.
A diversidade de suportes dos documentos audiovisuais exige cuidados específicos para sua preservação. Materiais como nitrato de celulose são altamente instáveis e devem ser armazenados sob condições controladas. Já suportes mais modernos, como os filmes de poliéster, oferecem maior durabilidade, mas ainda assim precisam de proteção contra fatores ambientais como umidade e calor excessivo.
Compreender as particularidades de cada tipo de suporte é essencial para garantir que esses registros históricos e culturais permaneçam acessíveis para as gerações futuras. Seja em arquivos pessoais, institucionais ou museológicos, a conservação adequada desses materiais é uma tarefa fundamental para a preservação da memória coletiva.
Você conhece os principais tipos de suportes presentes em coleções audiovisuais?
Os suportes dos documentos audiovisuais variam ao longo do tempo, acompanhando a evolução tecnológica. Entre os mais conhecidos, destacam-se:
1. Filmes Cinematográficos
Os filmes são compostos por uma sequência de fotografias projetadas em alta velocidade, criando a sensação de movimento. Esses registros podem ser armazenados em diferentes tipos de material:
Filme de Nitrato de Celulose: Utilizado até a década de 1950, esse material é altamente inflamável e pode entrar em combustão espontânea conforme se degrada. Ele pode ser identificado pela inscrição “nitrate” na borda do filme.
Filme de Acetato de Celulose: Introduzido como alternativa mais segura ao nitrato, é menos inflamável e identificado pela palavra “safety” ou pela letra “S” no suporte. No entanto, com o tempo, pode sofrer degradação química, gerando a chamada "síndrome do vinagre", que compromete sua conservação.
Filme de Poliéster: Considerado o mais estável entre os três, apresenta maior resistência à degradação e não possui marcações identificadoras. No Brasil, seu uso intensificou-se a partir da década de 1990. Eles possuem uma espessura reduzida, maior transparência em comparação aos filmes de acetato de celulose e não contém marcas de identificação.
Os filmes cinematográficos geralmente são acondicionados em rolos de diferentes tamanhos e armazenados em latas metálicas para maior proteção.
2. Microfilmes
Os microfilmes são cópias reduzidas de documentos ou imagens, capturadas fotograficamente para fins de preservação e armazenamento. Sua leitura requer equipamentos específicos, como leitores de microformas. Esse tipo de suporte é regulamentado por legislação específica no Brasil desde 1968.
3. Diapositivos (Slides)
Também conhecidos como slides, os diapositivos são imagens fotográficas positivas fixadas em suportes de vidro ou filme plástico. Inicialmente utilizados para projeções em salas de aula e apresentações, foram amplamente empregados como material didático. Eles podem variar de tamanho, sendo os mais comuns 6 x 6 cm, 8 x 10 cm, 36 x 24 mm e 18 x 24 mm.
4. Diafilmes
Os diafilmes, também chamados de stripfilms, são sequências de imagens fixas dispostas em uma tira de filme de 35 mm. Cada rolo pode conter entre 20 e 50 quadros, sendo armazenado em pequenas latas metálicas. Alguns modelos eram acompanhados de discos sonoros sincronizados com as imagens, sendo conhecidos como "diafilmes sonoros". Assim como os diapositivos, foram muito utilizados em ambientes educacionais.
Quer ler mais sobre este assunto? Recomendamos este trabalho:
Campos, Maynara Rangel. História e memória: a importância da preservação e conservação do acervo audiovisual nacional. 2022. 32 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Arquivologia) - Instituto de Arte e Comunicação Social, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2022.
Disponível em: https://app.uff.br/riuff/handle/1/29514 - Acesso em 16 mar. 2025.
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